Segundo Niède, o material arqueológico resgatado até agora no Piauí - alvo de controvérsias entre os estudiosos - indica que o homem chegou à região há cerca de 100 mil anos. A pesquisadora acredita que o Homo sapiens deve ter vindo da África por via oceânica, atravessando o Atlântico. olvendo novas teorias para a origem do homem americano, refutando assim a teoria mais aceita do Estreito de Bering. Isto causou a indignação de diversos arqueólogos internacionais e nacionais que questionavam a veracidade de suas pesquisas. Mesmo com todas essas polêmicas, Niède Guidon e demais pesquisadores seguem com seus estud A pesquisadora Niède Guidon é muito importante como arqueóloga, mas sua liderança se estende a todos aqueles que atuam no sentido da preservação do Patrimônio Cultural, Científico e Histórico do Brasil.
Niède Guidon (Jaú, 12 de março de 1933 — São Raimundo Nonato, 4 de junho de 2025) foi uma arqueóloga, pesquisadora e professora universitária brasileira. Foi membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Cadeira 24 da Academia Piauiense de Letras, além de grande oficial da Ordem Nacional do Mérito Científico. Era conhecida mundialmente pela defesa de sua hipótese A partir da análise de mais de 1.300 registros arqueológicos na região, Niède sustentou a tese de que a ocupação humana das Américas teria ocorrido muito antes do que defendia a teoria dominante, centrada na chegada via Estreito de Bering há cerca de 12 a 13 mil anos. Morreu na madrugada desta quarta-feira (4) a arqueóloga brasileira Niède Guidon, aos 92 anos. A pesquisadora ganhou destaque mundial devido às suas ideias sobre as primeiras populações humanas nas Américas.
Niède Guidon - Na realidade, minha teoria se baseia em períodos de grandes secas na África: quando o mar estava mais baixo, muitas ilhas apareceram e permitiram que os navegantes, trazidos pelas correntes, pudessem sobreviver a longos períodos no mar. A luta de Niède Guidon perpassa pelo incentivo necessário para manutenção de pesquisas no país, algo relevante, pois as descobertas são contribuições imprescindíveis para aprofundamento e ampliação do conhecimento. Tal teoria, contudo, não consegue explicar evidências de ocupações humanas anteriores àquele período, algo que uma cientista dedicou grande parte de sua vida a documentar. Niède Guidon, falecida no último dia 4, aos 92 anos, revolucionou o conhecimento sobre a ocupação das Américas.
Get the Full Details

Uma das descobertas de Niède Guidon abalou o consenso sobre o povoamento das Américas. Até hoje, a teoria predominante é a de que o homem chegou ao continente a partir do Estreito de Bering, entre a Sibéria e o Alasca, há 15 mil anos. Eu, como uma criança que acompanhou as ações de Niède Guidon, apesar de me dedicar à Psicologia Escolar e Psicologia Política, acredito que o legado da cientista reforça como a educação que conecta teoria e prática, valoriza o território e incentiva a formação de pesquisadores comprometidos com a mudança. LUTO Niède Guidon revolucionou a arqueologia e lutou pela Serra da Capivara Cientista franco-brasileira ganhou destaque mundial ao revolucionar a teoria da ocupação humana nas Américas