Beatriz Moreira Costa, conhecida como Mãe Beata de Iemanjá (Cachoeira, 20 de janeiro de 1931 - Nova Iguaçu, 27 de maio de 2017) foi uma mãe-de-santo, escritora e artesã brasileira, que desenvolveu trabalhos relacionados à defesa e preservação do meio ambiente, aos direitos humanos, à educação, saúde, combate ao sexismo e ao Mais do que sacerdotisa do candomblé, Mãe Beata foi intelectual, escritora, educadora popular e símbolo de um feminismo enraizado na experiência das mulheres negras brasileiras. Líder espiritual, escritora e ativista social e política. Beatriz Moreira Costa, mais conhecida como Mãe Beata de Yemanjá, nasceu em 20 de janeiro de 1931, em Cachoeira de Paraguaçu, na Bahia.
Tida como grande referência da religiosidade afro-brasileira, além de militante da causa negra e dos direitos humanos, a ialorixá Beatriz Moreira Costa, a Mãe Beata de Iemanjá, morreu neste sábado, aos 86 anos, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Mãe Beata de Yemonjá, nome pelo qual foi conhecida Beatriz Moreira Costa, nasceu em Salvador, BA, em 20 de janeiro de 1931, radicando-se em Miguel Couto, Nova Iguaçu, RJ. Mãe Beata de Iemanjá, nome religioso de Beatriz Moreira Costa, foi uma ialorixá, escritora, ativista e referência fundamental da religiosidade afro-brasileira e da luta por direitos humanos no Brasil.
Em 1985, Mãe Beata de Iemanjá, fundou o terreiro Ilê Omijuarô, no bairro Miguel Couto, em Nova Iguaçu, onde morava. Foi empregada doméstica, manicure, costureira, pintora, artesã, mas foi principalmente uma grande ativista na luta pela liberdade religiosa, escritora, e também presidente de honra de Criola, organização de Povo de santo discute como sustentar o legado de Mãe Beata de Iemanjá, ialorixá feminista que combatia o racismo e a homofobia Mãe Beata de Iemanjá recebeu no dia 07 de março, o diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz de 2007, do Senado Federal, em sessão solene do Congresso Nacional. Essa sacerdotisa, reconhecida pela liderança e capacidade de articulação é, atualmente presidente de honra do grupo de mulheres negras Criola.
Get the Full Details

"Odoyá, salve mãe Iemanjá, a Rainha do Mar!". Algo parecido com a conhecidíssima saudação à Orixá mais popular do Brasil poderia ser entoado para homenagear a ialorixá Mãe Beata de Iemanjá. A rainha de todas as águas, elemento indispensável à vida, e mãe de todos os santos do candomblé, era também a orixá de cabeça de Beatriz Moreira Costa. Mulher negra, baiana de Conhecida, reconhecida, respeitada na comunidade, Mãe Beata, quando vai ao centro comercial de Miguel Couto, é saudada pelos alto-falantes das lojas: Atenção, gente… Está na nossa calçada Mãe Beata de Iemanjá! A baiana do Recôncavo é uma mulher firme. Em 1969, separou-se do companheiro, saiu de Cachoeira e foi para o Rio de Janeiro, na qual trabalhou como atriz e figurinista em novelas de Televisão, até sua aposentadoria. Em 20 de abril de 1985, Mãe Olga do Alaketo consagrou Mãe Beata de Iemanjá como Mãe de Santo do Ilê Omiojuaro, em Nova Iguaçu na Baixada Fluminense.