Na Ponte, cada criança age como participante de um projeto de preparação para a cidadania no exercício da cidadania. O aluno sente-se participante e, também por essa razão, as aprendizagens que realiza são significativas e integradoras. A Escola da Ponte é uma instituição pública de ensino localizada em Portugal, no distrito do Porto, e dirigida pelo educador, especialista em música e em leitura e escrita, José Pacheco. Lá, os alunos não são divididos em classes nem em anos de escolaridade. Pesquisamos autores com esse pensamento construtivista, com um olhar diferente para uma nova educação, autores que influenciaram o projeto "Fazer a Ponte"1, e colhemos informações nas visitas a estes três projetos inovadores no Brasil baseadas nas primícias da Escola da Ponte.
O modelo revolucionário da Escola da Ponte, referência mundial em educação, foi a inspiração para o Projeto Âncora - ONG em Cotia, São Paulo, com 17 anos de atuação na área social - lançar sua escola de educação básica. A Escola da Ponte, localizada em Portugal, atende crianças de 5 a 13 anos, promovendo um modelo educacional sem divisões de classes e com foco na autonomia dos alunos. Os estudantes escolhem o que estudar e como se organizar, com avaliação contínua e participação ativa na gestão da escola. Referência em todo o mundo, Escola da Ponte promove o exercício da autonomia e da liberdade, em uma proposta ancorada na comunidade.
A Escola da Ponte fez o que as outras devem e podem fazer, que é produzir sínteses e não se engajar em um único padrão". A educação popular, na pedagogia do educador Paulo Freire, tem muito a diologar com a Escola da Ponte. O que vi na Escola da Ponte é o conhecimento crescendo a partir das experiências vividas pelas crianças. Contei sobre a escola com que sempre sonhei, sem imaginar que pudesse existir. Escola da ponte: uma escola pública em debate, por José Pacheco (Cortez, 2017) Importar um projeto de Educação que funciona no contexto europeu para o Brasil não é a melhor saída.
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O educador José Pacheco, um dos idealizadores da proposta, entendeu que a comunidade estava tão apropriada do "Fazer a ponte" e tão capaz de reconstruí-lo diariamente, que acabou deixando a direcção da unidade e rumou para o Brasil, para apoiar a Escola Âncora, em Cotia (SP). Na Escola da Ponte, a decisão de mudar foi de origem ética. Encontrei jovens analfabetos que tinham sido ensinados do modo que eu antes ensinava. Se eu continuasse a trabalhar do modo como, até então, havia trabalhado, aqueles jovens continuariam sem saber ler. Tomei consciência de que, dando aula, eu não conseguiria ensiná-los. Na época, nem da existência de um Piaget tínhamos Conheça a proposta inovadora da Escola da Ponte, em Portugal, que dispensa salas de aula e provas na formação de suas crianças e adolescentes