TRABALHO ESCOLAR LITERATUA DE CORDEL: "O AUTO DA COMPADECIDA" Fique atento nesta narração É a história de um cabra-macho Mas preste bastante atenção Não tinha sossego no facho De ninguém era capacho Só arrumava confusão O nome dele era João Grilo era só um apelido Tinha um grande coração Chicó era seu melhor amigo Viviam A evolução dos saberes podem ser adquiridos por meio de diferentes gêneros literários, assim, este artigo propõe o estudo do gênero cordel tendo como base a produção cinematográfica "O Auto da Compadecida". O documento apresenta uma narração em cordel sobre 'O Auto da Compadecida', que conta a história de João Grilo e seu amigo Chicó em uma série de confusões envolvendo a morte e a ressurreição. A trama aborda temas de fé, redenção e a luta contra a injustiça em um contexto social complexo.

A proposta deste plano de aula é proporcionar uma imersão enriquecedora e interativa na temática da Literatura de Cordel em conexão com a análise do filme "O Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna. O sucesso do Auto da Compadecida no cinema parece ter motivado o diretor Moacyr Góes a filmar O Homem que desafiou o Diabo (2007), baseado no livro As Pelejas de Ojuara, de Nei Leandro de Castro, que, por sua vez, parte de folhetos de cordel do ciclo do Demônio Logrado. Este artigo como teve propósito, um estudo sobre a importância da literatura de cordel na construção dos saberes, podendo observar várias representações por meio do filme "O Auto da Compadecida".

Este artigo tem o objetivo de buscar as matrizes culturais, literárias e religiosas que deram origem à peça teatral O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Para isso, lançamos mão do conceito de intertextualidade, no sentido de entrever as camadas anteriores, as histórias da literatura de cordel e da tradição oral ibérica que Suassuna usou como fonte para criação de seu universo O "Auto da Compadecida" consegue o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição popular do cordel. É uma peça teatral em forma de Auto em 3 atos, escrita em 1955 pelo autor paraibano Ariano Suassuna. Sendo um drama do Nordeste brasileiro, mescla elementos como a tradição da literatura de cordel Links para mais conteúdo sobre o Auto da Compadecida neste blog: Palhaçadas de João Grilo, cordel de João Ferreira de Lima, o primeiro folheto brasileiro em que aparece esse famoso personagem tradicional de Portugal.

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- Leia a análise de O auto da Compadecida Resumo A primeira peripécia narrativa da peça, o enterro do cachorro, pode ser encontrada em diversas obras anteriores, como no cordel "O Dinheiro Auto da Compadecida A peça Auto da Compadecida, escrita por Ariano Suassuna em 1955 e publicada em 1957, reúne a tradição dos autos medievais, a literatura picaresca espanhola e a literatura de cordel, tão difundida no Nordeste brasileiro. É perceptível que o Auto da Compadecida recebeu grande influência dos autos de Gil Vicente. Analisando todas essas semelhanças e diferenças entre a peça e suas obras base, podemos concluir que o Auto da Compadecida é uma peça teatral construída sobre os alicerces do cordel e da cultura popular.