Exploração da literatura de cordel, focando no cangaço, suas formas, estrofes, características e personagens principais, destacando sua importância cultural e pedagógica no Nordeste brasileiro. Os textos mais remotos do cordel da primeira fase do cordelismo usa textos como referência da tradição oral do duplo poético (a peleja) e também a literatura de cordel espanhola e portuguesa, principalmente os poemas longos chamados de romances ou histórias, assim consequentemente o cordel pioneiro da primeira fase serviu de inspiração Este cordel que escrevi em parceria com Nando Poeta foi lançado em 2014 pela Editora Luzeiro e é uma obra de sucesso, porque se trata da presença das mulheres no cangaço, pois como sabemos tudo para elas só é alcançado com mais luta e esforço.
Além do dossiê temático, esta edição traz ainda o dossiê "Projet Épopée"; a "Seção livre" e a seção "Resenha", que detalharemos após a apresentação dos artigos do dossiê "Cordel, cangaço e reconfigurações do épico". Da integração do cordel com a população nordestina, o cangaço e os personagens que o compõem, principalmente os mais famosos como Lampião e Maria Bonita, foram tantas vezes descritos em versos impregnando diversas imagens que calaram fundo no imaginário do povo nordestino. Este trabalho busca problematizar as representações acerca do cangaço que emergem na literatura de cordel produzida no Brasil ao longo do século XX, procurando perceber as visões presentes nos mesmos e os pontos de vista dos poetas que, ora descrevem o cangaço como um movimento de vilões, ao situar espacialmente os cangaceiros no inferno
O cangaço é tema recorrente na literatura de cordel. Narrado envolto a mitos e lendas, ele constitui uma temática de grande interesse para os escritores populares. Fomentado no bojo da política coronelista, esse movimento surgiu devido à junção de fatores sociais, econômicos e naturais. No final do século XIX e início do século XX, a expansão do capitalismo, acompanhada por um Apesar de ser valente Maria era afeiçoada As coisas bem femininas Só andava perfumada, Impunha todo o rigor- Quando dava o seu amor Gostava de ser amada Foram os portugueses que trouxeram o Cordel para o Brasil durante a colonização, e no Nordeste fincou raízes sendo responsável pela construção do mito Lampião e Maria PETER DE GÓES GARCIA Resumo: Este trabalho tem como objetivo relacionar a temática do cangaço, abordada na literatura de cordel, à constituição de uma identidade regionalista do Nordeste entre as décadas de 1950 e 1980. Para o desenvolvimento deste artigo apresentarei o contexto político-social nordestino das primeiras décadas do século XX, ambiente esse responsável pela emergência
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Artigo pertinente uma vez que associa o emblemático ciclo do cangaço ao encantamento da literatura de cordel. Esta como expressão e representação popular de um momento ímpar da história nordestina. As origens desse fenômeno residem, sobretudo, no descaso do governo. A partir disso, investiga-se quais as atividades desenvolvidas pelas mulheres dentro do Cangaço na década de 30 e como estas se repercutiram no imaginário popular, através literatura de Cordel, que será analisada sob a ótica da História Cultural. Literatura de Cordel: "Rei do Cangaço". O nome Literatura de Cordel é dado às obras que são produzidas pelo povo. Essas obras não têm uma qualidade de produção artística, porém traz consigo uma difusão popular da arte folclórica. No Cordel o povo canta as crenças, os personagens, seus costumes difundindo a cultura popular.