Pesquisas recentes mostram que, em média, cerca de 30% dos casos de suicídio ou de tentativas não são. Um levantamento da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que a probabilidade de casos de suicídio entre adolescentes no país teve um crescimento maior do que em outras faixas etárias. No Brasil, os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revelam que, em 2022, o País teve 16.262 casos de suicídios, uma média de 44 por dia. Em 2021, foram 14.475, um crescimento de 11,8% em apenas um ano.
Um estudo aponta que, desde 2015 - ano em que foi lançada a campanha Setembro Amarelo no Brasil - as mortes por suicídio não apenas continuaram a aumentar, mas também apresentaram aceleração no crescimento. Além disso, os casos tenderam a se concentrar nos meses próximos a setembro. Pesquisas recentes mostram que, em média, cerca de 30% dos casos de suicídio ou de tentativas não são notificados. Corrigindo-se, portanto, as estatísticas, chegaremos a mais de 20 milhões de tentativas ou de suicídios consumados ao ano. Esse mapeamento ajuda a planejar políticas de combate ao suicídio, um problema de saúde pública por aqui e no mundo. Entre 2011 e 2022, o Brasil teve alta de 3,7% de suicídios (foram 147.698, no total) e 21,13% de autolesões (104.458 casos, no total).
Suicídio no Brasil Suicídios no Brasil por 100 mil habitantes em 2013 [1] Nas últimas décadas, observa-se o crescimento ininterrupto dos casos de suicídio no Brasil. Os números são especialmente preocupantes entre jovens. Em coletiva realizada na última quinta-feira (20 de setembro), o Ministério da Saúde divulgou novos dados sobre os casos de suicídio no Brasil em uma iniciativa para reunir maiores O que explica o aumento de casos de suicídio e autolesões no Brasil Estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta elevação dos indicadores, principalmente entre jovens e adolescentes.
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No Brasil, os casos seguem aumentando, evidenciando a necessidade de estratégias eficazes de prevenção e promoção da saúde mental. O presente trabalho teve como objetivo verificar o perfil epidemiológico dos casos de suicídio no Brasil por um período de 10 anos em indivíduos com vulnerabilidades emocionais. Conclusão: Destacou-se as principais características dos casos de suicídio e de autolesão no país, reafirmando a imprescindibilidade de desenvolvimento de estratégias de promoção à saúde e condução de estudos mais aprofundados. Mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A causa já é a terceira principal entre jovens de 15 a 29 anos, e 73% dos casos ocorrem em países de baixa e média renda. Os números, embora alarmantes, são importantes para compreender a magnitude do problema. O suicídio não é um fenômeno individual, mas uma questão de